O Caminho dos Monges de Cister percorre um território único no Vale do Varosa, onde a história, a natureza e a tradição se cruzam de forma autêntica. Ao longo deste percurso pedestre no Douro, encontras mosteiros de Cister, paisagens preservadas e referências à cultura vínica, incluindo armazém de vinhos e antigas quintas. Assim, cada etapa revela a ligação profunda entre espiritualidade, território e identidade.
Este caminho liga os concelhos de Lamego e Tarouca, num projeto que valoriza um dos vales mais importantes da história de Portugal. Foi aqui que os monges da Ordem de Cister se fixaram, transformando a paisagem através do trabalho agrícola, da organização do território e da produção de vinho. Além disso, o percurso acompanha o rio Varosa, criando um ambiente sereno e envolvente.
A origem deste caminho está ligada ao nascimento do próprio país. Com o apoio de São Bernardo de Claraval e sob o reinado de D. Afonso Henriques, foi fundado o Mosteiro de São João de Tarouca, o primeiro mosteiro cisterciense em Portugal. A partir daí, os monges expandiram-se pelo território, deixando marcas profundas na cultura, na economia e na paisagem.
Ao percorrer o trilho, descobres locais emblemáticos como a Ponte Fortificada de Ucanha, o imponente Mosteiro de Santa Maria de Salzedas e a histórica Capela de São Pedro de Balsemão. No entanto, mais do que os pontos de interesse, é a experiência que marca. Por um lado, sentes o silêncio e a tranquilidade. Por outro, percebes o impacto dos monges na construção da paisagem duriense.
Hoje, o Caminho dos Monges de Cister afirma-se como um dos percursos mais autênticos do Douro. Não é apenas um trilho. É uma viagem à origem de Portugal, à génese do vinho e à ligação entre o homem e a terra. Em suma, uma experiência cultural, espiritual e sensorial que vai muito além da caminhada.